A visita de Alexandre
Kalil, presidente do Atlético-MG, à Conmebol na última terça-feira
deixou a diretoria do São Paulo irritada e desconfiada de que, com o
apoio da CBF, o dirigente do Galo foi ao Paraguai "escolher" os árbitros
das partidas pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores.
Nesta
quinta a irritação aumentou. Os dirigentes do Tricolor receberam a
informação extraoficial de que teria sido definida a arbitragem
estrangeira para os dois jogos e acreditam que essa foi a "escolha"
feita por Kalil.
A informação no Morumbi é de que Leandro Vuaden
e Heber Roberto Lopes já tinham sido definidos para os jogos em São
Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.
Os
dois árbitros agradaram aos são paulinos. Eles defendem a hipótese de
que um juiz estrangeiro será mais vulnerável à pressão da torcida no
Independência. Já Heber tem fama de ser mais "durão".
Outras duas evidências são a declaração dada por Kalil depois da vitória do São
Paulo sobre o Galo, dizendo que os árbitros brasileiros
são muito ruins e depois o pedido de Richarlyson por juízes estrangeiros nas
oitavas.
Por meio da assessoria de imprensa do Atlético,
Kalil disse que fez uma visita técnica à Conmebol. “Como representante
de um clube que participa da Libertadores não estou impedido de ir lá. E
os outros clubes também não estão”, declarou o presidente do Galo,
conforme sua assessoria.
A raiva dos tricolores também atinge em grande parte José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, uam vez que o presidente do Galo
viajou no avião da CBF para o Paraguai com os dois.
Os
são paulinos estranham que o dirigente tenha viajado com os dois após
uma entrevista em que criticava Andrés Sanchez, adversário da dupla na
CBF.
A
assessoria de imprensa de Marin disse ao blog que o presidente do
Atlético soube da viagem ao Paraguai e pediu carona, já que estavam
todos em Belo Horizonte para o jogo da seleção com o Chile. E que
presidente e vice da CBF teriam levado para Conmebol qualquer dirigente
que pedisse.
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