João Prata , Band.com.br
Rogério Ceni completa 40 anos nesta terça com um
leque de opções para seu futuro no São Paulo. O capitão tricolor tem
contrato como jogador até o fim do ano. Depois disso, ele tem as portas
abertas para tentar o que quiser.
Em 2014, o ídolo são-paulino pode renovar por mais um ano e seguir no
gol do time. Também tem a opção de parar e iniciar a carreira de
treinador. Ou ainda se aposentar dos gramados e partir para o caminho de
dirigente esportivo.
O vice-presidente do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, dá
liberdade e respaldo para o atual camisa 01 escolher o que quiser. “O
Rogério, além de ser diferenciado do ponto de vista técnico, é um
cidadão diferenciado. É esclarecido, bem posicionado, tem visão correta é
um líder positivo. Ele tem ajudado junto ao elenco. É um atleta
completo e pode continuar no esporte em várias atividades.”
Rogério continua em alta na carreira de jogador. Fez uma ótima
temporada em 2012 e foi o melhor em campo na estreia do time no
Paulistão, no último sábado, contra o Mirassol. Mas também tem
conhecimento tático e técnico para se arriscar no comando técnico de
alguma equipe e também boa noção do mercado da bola para se tornar
dirigente.
“O futuro será traçado por ele mesmo. Pode ser um excelente
treinador. Tem conhecimento tático e técnico. Pode ser dirigente ou pode
continuar no futebol. Pode-se dizer que Rogério tem portas abertas
sempre, como ilustre são-paulino, para trabalhar conosco naquilo que for
possível”, ressalta João Paulo.
O dirigente tricolor também não descarta um futuro de Ceni na
presidência do clube. Para isso, João Paulo avisa que é preciso ter
independência financeira, pois o cargo não é remunerado e também um amor
incondicional ao clube. Pré-requisitos preenchidos pelo ídolo tricolor.
E para exemplificar que é possível um ex-atleta ter êxito à frente de
uma equipe, Lopes lembra que o Tricolor já teve um caso desses. “O
Roberto Gomes Pedrosa foi um excelente jogador, ídolo do São Paulo, e
depois se tornou presidente. E foi tão brilhante como presidente, que
depois comandou a Federação Paulista de Futebol.”
Pedrosa defendeu o Tricolor entre 1938 e 1940. Depois de se aposentar
dos gramados, assumiu cargos de dirigente até chegar à presidência em
1946.
“É difícil fazer projeção. Mas o Rogério tem plenas condições de
preencher todos os requisitos que é necessário para se tornar presidente
do São Paulo”, finalizou João Paulo.

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